A reunião da escola*
Esta foi a segunda reunião de escola que eu fui. Gostaria muito pudessemos ir eu e o pai, mas temos que alternar, pois geralmente um de nós tem que ficar com a G. A primeira reunião ele foi, a 2ª e 3ª eu fui.
A outra reunião foi para explicar a linha pedagógica da escola, nesta eles convidaram um psiquiatra infantil para falar sobre o desenvolvimento das crianças. No começo fiquei um pouco perdida (cheguei atrasada), mas logo fui me acostumando com os termos e o ritmo foi melhorando. Depois rolaram umas perguntas e um bate papo com os pais. Infelizmente já estava muito tarde e eu muito cansada. Ainda assim:
> birra (o horror de todos os pais!) é "fisiológico", todos passam por isso... é a forma da criança lidar com a frustração, com o tempo ela aprende (ufa!) e (acho) as birras passam... é claro que aí eles aprendem uns outros truquezinhos, que levam alguns pais aos consultórios de psiquiatras...
> segundo o psi, diálogo só na adolescência - na infância está proibido! (e agora?) Bom, é preciso definir diálogo - "diálogo" de verdade pressupõe a capacidade de ser dialético (!) e parece que isso só acontece na adolescência. Até lá é usar da sua autoridade de pai e mãe, com sabedoria é claro ... e aí é que está a parte difícil.
> acima de tudo, aceitar que criança é criança, com suas maravilhas e limitações. não é adulto, não funciona como adulto, não dá para conversar como adulto (bom, nem dá para conversar com todos adultos não é?..). são muito generosos, espertos, mas não funcionam como queremos, geralmente nos surpreendem, não adianta só "dizer", pois eles são capazes ir muito além das nossas palavras.
> jamais, nunca humilhar a criança. Existem várias formas de fazer isso, punições físicas são as mais conhecidas, mas também pode acontecer na forma de gritos, insinuações, comparações, comentários indiscretos, etc... Se a criança for do tipo introspectiva, vai dar um problemão. Se for mais extrovertida, provavalmente não vai ligar muito (aparentemente), mas ainda assim deve ter consequências.
A cada uma destas afirmações, os pais faziam dezenas de perguntas: mas como assim? então não pode isso? e aquilo? e quando a criança faz assim? quer dizer que eu é que estou errado?.. Todos querendo saber se estavam certos, como resolver da melhor maneira, como não errar!.. Coitados! Não, não é fácil ser pai/mãe, a gente tem que tomar decisões a cada instante, e sabe que isso tem consequências. Para o resto da vida. Muiiiiita responsabilidade. O mais engraçado é perceber que no geral, todos têm angústias parecidas e uma vontade enorme de acertar.
No final da reunião, recebi um relatório individual falando da minha filhinha, fiquei tão emocionada! : )
*Eu comecei a escrever este post há quase 2 semanas e querendo deixá-lo melhor, quase desisto. Enfim resolvi publicar do jeito que está e paciência.
anotado por patricia às 15h24
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faz tempo que não escrevo nada aqui. estas últimas semanas foram muito ocupadas. ocuparam minha cabeça com idéias e providências necessárias. o fim do meu "mandato" de síndica (abreviado graças a gravidez), exames, vacinas (também a gravidez). Era de se esperar, a barriga vai crescendo e se fazendo mais presente, já não é tão fácil amarrar os sapatos (possível, mas levo uns chutes de protesto), não posso encostar na mesa pois a barriga chega antes, os chutes estão beeeem mais fortes, consultas, reunião na escola da G. (amanhã), muita coisa...
por outro lado, graças a alguns projetos "emperrados" no trabalho que resolveram sair (ufa!) e algumas outras coisas resolvidas, estou com uma sensação de que as coisas estão "fluindo".
muitas idéias, muitos desejos, pouco tempo. é sempre assim, não é?
anotado por patricia às 22h30
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