Aniversário

Amanhã faz um ano que chegamos aqui. Às vezes parece que foi ontem, às vezes parece que faz muito mais tempo. Em homenagem ao nosso "aniversário", resolvi apresentar algumas peculiaridades locais. Vamos começar pela comida. :)
O amarelinho ali emcima é um cuscuz - mas atenção, é muito diferente do cuscuz paulista (mesmo em São Paulo acho que existem diferentes versões para o cuscuz). Bom, este aqui é totalmente diferente do que eu conhecia como cuscuz, é feito apenas com farinha de milho, água e sal - e precisa-se de uma cuscuzeira para preparar (panela com um compartimento embaixo para pôr água e uma "peneira metálica" para pôr a comida, que cozinha em banho maria). Eu demorei um pouco para adquirir a tal, e só recentemente consegui experimentar o famoso cuscuz local. É servido ainda quente, alguns preferem com leite ou leite de côco, eu prefiro comer com manteiga, acompanhado de café. Virei fã, é muiiiito bom.
anotado por patricia às 13h43
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Bienal do livro
Começou na semana passada, e vai até o dia 27, a VII Bienal Internacional do Livro do Ceará. Fomos no domingo, para assistir a grupo Era uma vez..., formado por professores da escola da G., que são ótimos contadores de história. Como chegamos um pouco antes (coisa tão rara de acontecer!) e o evento atrasou um pouco também, aproveitamos para participar de uma oficina de livro de pano.
Primeiro a moça da oficina contou uma história, de um mestre que fazia brinquedos artesanais, e depois nos convidou a fazer um livro de pano, contando uma história. Como na história que tínhamos ouvido o tal mestre ia para São Paulo num determinado momento, perguntei a G. se ela não queria contar a história da ida dela para São Paulo nas férias, e ela ficou animadíssima! O resultado (meio tosco é verdade) está aí embaixo. Eu e ela fizemos um pequeno livro, uma colagem de tecidos. Foi muito divertido, eu adorei e fiquei tentada a tentar de novo em casa, com um acabamento mais legal. Ela ficou super feliz com a possibilidade de cortar pano e depois passou o dia mostrando para todo mundo o tal livro enquanto recontava a história.




anotado por patricia às 16h31
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os ventos voltaram

e eu agradeço. :) Agora o clima está bem mais agradável, arrisco até dizer "ideal" (para mim claro). Céu azul, sol, vento toda hora. Assim que eu gosto.
anotado por patricia às 19h28
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trabalho novo

Acabamos de acabar este site. Na verdade ainda falta um pedacinho - o mais legal - que virá em breve... Eu, e ele, que fez toooooda a programação.
anotado por patricia às 21h44
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semana da amamentação

Ontem passei por alguns blogs e soube da Semana Mundial da Amamentação, divulgada neste blog.
A amamentação foi para mim uma experiência fantástica, até hoje acho incrível que meu corpo possa produzir este alimento tão completo e tão necessário nos primeiros meses de um bebê. Além de alimentar, também é um momento único de carinho entre mãe e bebê. Mas numa época em que não temos tempo para nada, não é tão fácil no início passar 40 minutos, uma hora - "parada", só alimentando alguém. Mexe com a cabeça, com o corpo, com o coração, com nosso ritmo. Aos poucos vamos nos adaptando, o bebê vai aprendendo, a cabeça e coração se acalmam.
Desde o início da gravidez da G. eu tinha certeza que queria amamentar, e quando ela mamou pela primeira vez, fiquei emocionada. E se por um lado eu tive sorte dela fazer logo a "pega" certa, por outro meus peitos não estavam preparados para tanta gana! No segundo dia estavam bem machucados e no dia seguinte, sangravam. Aparentemente tudo culpa da minha branquelice. Felizmente uma das enfermeiras que me auxiliou no hospital foi super atenciosa, me deu uma pomada excelente para aliviar o ardor, me ensinou a usar foco de luz para cicatrizar mais rapidamente (já que chovia e não tinha sol), conchas de amamentção, etc.
Os dois primeiros meses foram uma luta, um processo dolorido e, às vezes, tenso. G. teve muitas cólicas e alguns questionavam se não era o leite, se ela não estava com fome, se tinha leite suficiente, etc. O pai felizmente estava sempre firme do meu lado, me ajudando, me apoiando no que era possível. Passada a dor, tudo ficou melhor. As mamadas passaram a ser tranquilas e mais prazerosas. Ela ganhou peso rapidamente e estava fofinha o suficiente para os que duvidavam da "força" do leite materno. Até os seis meses ela só mamou, aí voltei a trabalhar e as mamadas foram rareando. Ainda assim, G. mamou no peito até os 9 ou 10 meses.
Há um ano nasceu o F. Com ele tudo foi mais fácil, menos dúvidas, menos dor. Meus peitos ficaram um pouco machucados, mas em 15 dias já estavam totalmente recuperados. Como estou com ele em casa, ele continua mamando. E adorando. E eu também. A foto é dele com 6 meses.
Escrevendo sobre amamentar, me lembrei do Eduardo, nascido há exatamente uma semana, que eu só conheço por foto, mas sei que já está a mamar e a encantar. Parabéns a toda família e boa mamada! : )
anotado por patricia às 10h59
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voando

No exíguo espaço do avião, tinhamos quase um playground. Eu voltei (de novo) com os dois pequenos. Agora não tão pequenos e ocupando todo o espaço disponível (assim que passei boa parte da viagem em pé, ou agachada junto as cadeiras - tudo pela tranquilidade...).
A melhor parte (ou pior, dependendo do momento) foi nossa vizinha de cadeira, a L. - finalmente encontrei alguém que fala mais (bem mais) que a G.- uma menininha muito simpática, sempre tentando ajudar, um pouco atrapalhada (derrubou um copo de refrigerante por todo lado...), tirou brinquedos e mais brinquedos da mochila, distribuiu guloseimas, e falou, falou, falou... Claro que isso distraiu as crianças, em especial a G., que viu nela uma amigona. Já o F., quando quis dormir, não gostou tanto assim da tagarelice da vizinha - mas ela era mesmo boazinha e na medida do possível, colaborou.
Resumindo, nossa volta foi bem melhor que a última – embora quase tenha perdido a paciência na fila "passageiros especiais" ao ver a falta de organização generalizada. Nada tão grave como da outra vez, mas ainda irritante. Também fomos gentilmente trocados de lugar, da fileira 21, passamos para a 1 (acredito que realmente tenha sido com a melhor das intenções, já que esta fileira tem mais espaço), mas como não fui consultada nem avisada da mudança fiquei um pouco chateada. Na vinda já tinha experimentado a fila 1, que apesar do espaço extra, tem um grave problema - os braços das poltronas são fixos, não é possível levantá-los - o que é bastante inconveniente quando uma criança pequena como o F. quer se deitar...
Graças ao know-how das viagens anteriores, a nem-tão-gentil aeromoça ouviu um sonoro "NÃO, nem pensar" quando praticamente exigiu que eu despachasse o carrinho onde carrego o F. Ainda bem, pois na saída vi a cena repetir-se com uma senhora de perna quebrada: a cadeira de rodas dela foi despachada e, adivinhem? não podiam encontra-la, pois estava debaixo de uma pilha de malas! O jeito foi esperar trazerem uma cadeira do aeroporto. Déjà vu...
anotado por patricia às 11h08
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férias

Pois é, acabou. Acho que desde que era criança já não tinha essa sensação tão forte sobre o sentido das férias. O último dia de aula, acordar e não ir para escola, viajar, ver os parentes, casa de vó, brincar, brincar, brincar. Pois agora vivi tudo isso de novo, através dos meus filhos.
Tivemos férias maravilhosas. Primeiro a visita super especial da vovó T., que levou G. para Sampa. Depois lá fomos nós, eu e F., rumo a metrópole. Ao contrário das previsões metereológicas, não fez frio. Muito calor, exceto durante a noite. Sol todo dia, umidade abaixo do recomendado, e muita, muita poluição. Essa foi a parte chata e logo de cara ganhei uma gripe, com direito a dor de garganta, nariz seco, lábios rachados, dor de cabeça, entre outros. Mas tuuuudo bem. Isso não atrapalhou tanto.

A melhor parte (de longe) foi rever as pessoas. Como sempre uma delícia. Conheci novos bebês, revi bebês que cresceram e já são crianças, grávidas em vários estágios, tios, tias, primos, avós, amigos. Infelizmente ficou faltando encontrar os tios e o sobrinho, graças as múltiplas viroses que atacaram de um lado e de outro... Fica para próxima!

Também comemoramos (duas vezes) o aniversário do F., que adorou a festa, o bolo e os presentes. A irmã acompanhou tudo de perto, compartilhou os presentes e viveu picos de ciúme - principalmente quando tinha que dividir a avó... O bolo foi do F., mas foi ela quem ganhou uma super bicicleta! Obrigada!


Apesar de termos passado pouco tempo em São Paulo, conseguimos ver uma exposição (Ilusão de verdade, no Sesc Pompéia, ótima pedida para adultos e crianças), uma peça de teatro (parte da exposição) e uma contação de história. Tudo grátis e de ótima qualidade. Eu consegui dar algumas escapadinhas e praticar meu hobby preferido: visita a livrarias... Pena que não deu para trazer um monte de livros, mas pelo menos comprei alguns infantis para G. e F. Todos nós nos divertimos muito e adivinhem? Já estamos planejando as próximas férias!
anotado por patricia às 13h46
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